sexta-feira, 31 de maio de 2013

Não importa a Pedra imponente

Quando o seu final chegar, não mais interessará que tenha lido e conhecido as mais eruditas obras literárias de todos os tempos, que tenha tido o carro do ano, que tenha aprendido a distinguir a qualidade dos vinhos.

Também não interessará o contrário: Que tenha sentido o cheiro da grama ou da terra molhada, tido a ousadia de atravessar e desafiar um solo quente descalço por preguiça, ou jogado pedrinhas no lago fazendo-a quicar por mais de três vezes.

De nada importará também ter discordado ou não de que isto é o contrário daquilo.

Não importará se tatuou em sua carne o nome ou face de uma celebridade cuja recíproca dificilmente será verdadeira. Também nada importará se você julgou com arrogância e ironia e considerou intelectualmente desfavorecido quem o fez. Não importará que você tenha feito uma tatuagem que considerava bela de bom gosto nas suas costas, nem que o significado seja personalizado e intransferível. É necessário mencionar que também não terá interessado quem tenha gostado de sua tatuagem e se aproximado de ti por conta dela.

Não importará, após a sua partida, que você tenha reparado em vida que no meio daquele mar existe uma pedra enorme e imponente que está ali imóvel há centenas de anos enquanto os humanos envelhecem e sucumbem, que naquela pedra pode ser visível a olho nu no máximo uma sucinta alteração de cor que um novo lodo promoveu. Não interessará saber que subir naquela pedra do lado da outra, pode ser perigoso e que uma pessoa nas férias em família do verão de 1993 escorregou naquele limo, bateu com o crânio e morreu tendo seus miolos fritos como um ovo pelo sol que tão rigoroso estava naquela fatídica lendária tarde. Não importa que as palavras "fatídica" e "lendária" ligadas tenham causado uma impressão esquisita, definir se é errado ou poético e nem saber se a tarde foi fatídica, lendária, ou de fato, as duas coisas. Não importa a gramática portuguesa e seus jogos, muito menos a russa.

Não importará que tenha preferido não apertar as mãos olhando no olho, tampouco que o tenha feito rigorosamente em todos os cumprimentos passando o máximo de segurança e boas impressões.

Não importará após o fim que tenha morrido com 7 anos ou que tenha entrado no livro dos recordes como o humano do qual se tem notícia que mais viveu. A única diferença entre os ossos de um velho e os de um jovem serão o tempo que levarão para ser decomposto: é de se imaginar que um osso com osteoporose esfarele mais rápido.

Não interessa se você prefere o sol ou a lua, a praia ou a montanha, o herói ou o vilão, a marra ou a manha.

Não importa que você tenha lido até aqui, e se leu, não importa se você é do grupo dos pessimistas que leva um golpe na boca do estômago ao lembrar que nada importa, ou dos otimistas, que por nada ser nada, cada vez julgam menos os outros e se preocupam apenas em acreditar em alguma coisa dentre tudo o que não tem importância para fantasiar serem as coisas mais importantes do mundo e ser feliz.

Simplesmente porque não se "importam" nem "exportam" sensações. Eles nascem, e morrem, Sempre minuciosamente autênticas, assim como nós.

Só interessa o que interessar e o máximo que pode-se fazer é ser fiel ao que é interessante para si, enquanto é tempo.

E só importa o que importar, enquanto importar...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Uma tal de felicidade

Definir felicidade não é fácil, ainda mais quando se trata de uma tarefa a ser feita na vida adulta. Na infância, quando somos capazes de definir felicidade, não entendemos muito bem o que é definir e qual a necessidade disso. Quando chega o momento em que começamos a demandar as mil definições e finalmente a ver qualquer alguma utilidade, é justamente quando não poderemos mais fazer.

Sabemos que o comecinho da vida é o ápice, simplesmente por não pararmos para pensar no futuro, não darmos a devida atenção que o tempo merece (ops, NÃO, não merece) e valorizarmos ao extremo todos os prazeres executáveis em curto prazo, como por exemplo brincar de "Queimado" ou "Amarelinha" (hoje já quase extintas: favor aplicar as devidas adaptações trazidas pela tecnologia).  Lá pelos 18, 19, com sorte 20, começa o nosso perecer, nosso processo de decrepitude  senilidade, degeneração ou simplesmente, marcha rumo à morte: Os fios brancos surgem, pouco a pouco, a pele vai perdendo a elasticidade, a disposição diminuindo, os assuntos médicos aumentando, e quando vemos, quase que na velocidade da luz: Pluft, estaremos temerosos não mais só ao atravessar ruas ou com as correntezas e os perigos do mar, violência, mas também com as mortes naturais. É onde começam a surgir em maior frequência frases como: "Se eu viver até lá" ou "Pena que não vou poder ver". 

Obviamente é o tempo o grande, senão o único vilão da felicidade, pois, além de ser o maestro na orquestra do envelhecimento, é ele também quem dá os golpes que nos amarguram, calejam e na melhor das hipóteses, nos apatizam.

Sendo assim, a única forma de ser feliz parece ser retornando à infância. Infelizmente não é possível fazer esse retorno de forma legítima: Não que os joelhos serelepes e os olhos brilhantes sejam fundamentais, mas a sabedoria, totalmente dispensável e por azar, não podemos abandoná-la em um baú e equiparmos quando for conveniente.

"Quanto maior é a sua sabedoria mais os homens se afastam da felicidade", disse Erasmo de Roterdão e tantos outros com palavras levemente divergentes. Talvez seja por isso que, mesmo sem saber, sempre tive uma certa resistência em achar bonito (ok, acho um porre) crianças superdotadas, crianças-adultas ou simplesmente que se levem muito à serio. Que droga, seria o único momento para terem a plena tal de felicidade, e elas cismam de parecer mais maduras, mesmo que as vezes por simulação, enquanto eu vou usando a mesma simulação para tentar voltar a ser criança.

Os seres que recebem meu sorriso de canto de rosto mais desprezivo são aqueles que criticam um adulto que faz tentativas de viagem a uma realidade regressa. Alguns adultos acham que isso é um problema, que as brincadeiras infantis são antagonistas da maturidade e habilidade para lidar com a vida adulta, quando na verdade, me parece justamente o contrário: O sucesso na vida adulta consiste fundamentalmente em entender que tudo não passa de uma brincadeira praticada pela própria vida conosco.
A grande pegadinha de finalmente conseguir construir um legado e ter que partir, ou também, não conseguir construir, e partir antes disto é algo um tanto quanto...  de qualquer forma o final é irônico.

Eu sei, nunca vou conseguir voltar a ser criança, mas eu posso ao menos brincar de ser, e há quem diga que "toda brincadeira tem um fundo de verdade", então, enquanto eu estiver brincando, eu sou criança, logo, sou FELIZ, e pobre de quem vê isso como uma coisa ruim pois sequer a tentar estará apto estando fadado(a) a sair da vida como um mal perdedor.





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dane-se

Uma mera frase não é rica o suficiente para ser transformada em uma filosofia absoluta de vida.

O segredo não é "ligar o dane-se (ou f..) e ser feliz.", mas sim, saber encontrar, para cada momento e situação, o meio termo em que o seu dane-se não incomode ou invada o espaço alheio. O sucesso através do dane-se só é efetivo quando ele só diz respeito a você. Se o seu dane-se passa por cima dos outros, você não está melhorando sua qualidade de vida, mas sim, tornando-se alguém desrespeitoso, inconseqüente e egoísta. Dessa forma, além de estar causando problemas aos outros, estará causando também a si, pois é dispensável falar sobre a efetividade da lei do retorno nesses casos. Se não quer ser um herói, por ser muito trabalhoso, ao menos tente não tornar-se um vilão inconsciente, que, muito embora seja aparentemente mais fácil no início, irá tornar-se sem dúvidas o caminho de maior dificuldade.

O "Carpe Diem"(Colha o dia), do poeta Horácio, levado ao pé da letra por um número notório de indivíduos é outro grande exemplo. Deve ser ótimo para aplicar-se nas férias, mas experimente seguir como guia absoluto, como muito se faz, e as expectativas para o seu amanhã, que pode sim chegar, não serão das melhores, até que você verá a qualidade do seu "Diem" cair bruscamente de forma mais que notória.

Somos muito grandiosos e complexos para viver de uma frase ou outra. Nosso melhor guia são nossas experiências de vida (e quando se é possível assimilar sem precisar vivenciar, também as dos outros) e pode ser que inseridas entre elas estejam as absorções de algumas frases clichês, mas o ideal seria alocá-las em uma solução, uma mistura, não tentando inserir nenhuma como um carro chefe em absoluto, ou teremos problemas.

Um exemplo da aplicabilidade do meio-termo na filosofia do "ligue o dane-se"? A própria colocação da palavra como "dane-se" ao invés do palavrão, pois me fiz entender e não incomodei quem não se sente confortável diante do outro termo ou crianças que recebem outra linha de educação e possuem acessos aos meus conteúdos por redes sociais e afins. O Contraste se faz com o não incomodo e preocupação no que diz respeito a aprovação desse artigo por alguns leitores, e julgamentos negativos que possam fazer sobre mim, em vários aspectos, como por exemplo, na minha intromissão com relação à como deve-se viver ou deixar de viver. Afinal, quem sou eu pra falar? Sou o único eu que conheço e único que pode falar por mim.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A perda de magia das datas festivas

Senhores!!! Os anos passam cada vez mais rápido, e as datas festivas cada vez possuem menor impacto em todos nós. O que foi que houve com o Coelhinho da páscoa e seus chocolates? Onde estão se enfiando as pessoas fantasiadas no carnaval? Estão todos de bermuda e abadá...? Sim... Afinal de contas.. Carnaval agora é praticamente uma micareta de 4 dias onde mal se pode levar os filhos. As fantasias que caracterizam o carnaval estão praticamente escassas com relação a algum tempo atrás.
E o natal? As músicas natalinas, papais noeis, e arvores de natal já não causam mais o mesmo efeito que causavam há alguns anos, alias, você já montou sua árvore? Muita gente ainda não (Eu por exemplo).
E os pisca piscas? Quantas casas você tem visto enfeitadas, alegrando as noites de calor? Quase NENHUMA? É...
Os fogos no reveillon também parecem menos brilhantes, intensos, e reluzentes do que há algum tempo atrás.
É esse o preço de termos finalmente crescido! E como a maioria de nós aspirou isso: Crescer!!! Mas será que o tempo está passando tão rápido assim? As gerações passadas cansaram de nos dizer que antigamente tudo era melhor, mas agora, creio que não só estejamos presenciando a continuidade da decadência, mas sim a própria morte de coisas que pareciam imortais.
Não bastasse isso, coincidindo com esses fatores cronológicos e de nostalgia, comuns a todos nós, está a revolução tecnológica em ritmo frenético.
Essa revolução que torna tão mais difícil a troca real de carinho, e amor. Ora, antigamente, era necessário dar um abraço e um cartão de Natal pessoalmente em todos os que nos despertavam carinho... Depois passou a se telefonar, e atualmente, a mandar scraps multíplos, e impessoais, (como este aqui, por exemplo) para simbolizar e desejar felicidades no natal.
Nós vivemos de expectativa. Quanto mais queremos que um fato aconteça, mais o tempo demora a passar, e quanto menos queremos, mais rápido chega. Caramba, já tá na hora de trabalhar? Eita... A prova é amanhã?
Pois é...Perder a expectativa que sustentávamos por todas essas datas festivas, faz com que elas também cheguem cada vez mais rápido, e nós, conseqüentemente, envelhecemos mais rápido, não sentimos o tempo passar.
O que estamos reservando para a próxima geração, que está chegando justamente quando Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa, e o Bate-Bola estão saindo?
Sim, é um caminho sem volta, e você, sozinho, nada pode fazer para recuperar a magia, pois se você colocar uma fantasia no carnaval, dizem que está calor demais e você é louco, se dá bombons na páscoa... Ficam na geladeira porque chocolate engorda e se você faz ceia e dá lembranças no Natal, dizem que é um bobo caindo em um golpe capitalista friamente injetado na sociedade.
Ah... Que saudades dos tempos em que passávamos calor , comíamos chocolate, e eramos fantoches do capitalismo com muito orgulho.
Mais saudades ainda tenho do tempo em que falávamos: "Poxa... Ainda falta muito tempo para o Natal" e não: "Caramba, já chegou o natal"?.
Já que a desvalorização de momentos é um fenômeno social irreversível, desejo a todos vocês que amem, dêem carinho, e criem momentos de expectativa nas mais variadas situações para tentar fazer com que o tempo passe um pouco mais devagar, pois quem advoga o tempo diz que não podemos lutar contra ele, errôneamente.
A luta contra o tempo nós fazemos com bons momentos no passado, para ter o que relembrar nas horas que passariam rápido por serem vagas, com bons momentos no presente, para evitar essas horas vagas, e com bons momentos para o futuro, para criarmos a expectativa que segura o tempo, já mencionada. E fazer tudo isso depende só de nós mesmos.
Criem, Inspirem, Inovem, Provoquem, Agitem.
Nesse Natal, eu desejo que todos que tornem a vida mais gostosa, pois, sabemos que o tempo irá passar, mas só cabe a nós decidir o quão rápido isso irá ocorrer.
Envelhecer o corpo é inevitável, envelhecer a alma é opção.
E se você está reflexivo porque o passado foi melhor do que o presente lembre-se que o presente é melhor do que o Futuro, então, que tal se aproveitarmos esse momento do qual também sentiremos saudades amanhã?
UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO QUE DEMORE MAIS A PASSAR!
São os meus sinceros votos a todos os amigos!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Futuro da humaninade: Morte eterna X Vida eterna: Quem ganha essa corrida?

Quantas vezes não nos flagramos refletindo sobre a temida morte?
Ora, pra que fazer tudo o que fazemos se a morte vem para destruir? Qual a finalidade da vida, se a morte a decompõe em tão pouco tempo? Qual é a lógica? Um assunto instigante expressado por poetas, filósofos, e seres humanos em geral, que nunca chegaram em um senso comum sobre o assunto.

Alguns se consolam em religiões, que em geral são otimistas: Há quem acredite em um epílogo da vida, outros em um novo capítulo, e quem sabe até mesmo um livro novo, com uma nova história, mas o fato é que ninguém quer morrer para comprovar a tese que lhe trás o consolo.
Eu particularmente ainda não sei em que tese acreditar, mas não é o que vem após a morte que será abordado aqui.

Se alguns possuem tanto medo de morrer, outros vêem na morte um convite para a inconsequência e falta de responsabilidade: Afinal, pra que viver com regras e limite se a morte é irredutível? O problema é que essa ''fominha'' por viver tudo de uma vez, e curtir ao extremo, pode trazer o fim da vida ainda antes do que o esperado... Que trágico é quando se acaba reduzido o que já é curto, mas também não abordarei profundamente a morte no aspecto comportamental, ou de custo-benefício.

O fato é que estou enchendo linguiça, fazendo uma introduçãozinha pra dar uma dramatizada, mas quero falar da vida e da morte de forma que elas se intensifiquem mais do que nunca: Se trata de vida eterna, e morte em massa.

A evolução da tecnologia me faz ter a certeza de que em um futuro próximo, evitar a morte, e até mesmo, ressuscitar os que se foram, será possível. O corpo logo será algo infalível e os problemas de saúde extintos. E alguém duvida que a fórmula da juventude logo seja uma realidade? Em breve será possível fazer um idoso regredir biologicamente e voltar a ser criança!
Utopia? Compare a tecnologia e ciência de 100 anos atrás: Você acha que os viventes daquela época poderiam em sua mais louca manhã inspirada imaginar que hoje o mundo estaria no ponto tecnológico em que está: Clonagem, Transplante de orgãos, Internet, e afins?

Junto ao benefício da imortalidade temos diversos empecilhos básicos, tais como a falta de espaço no mundo para tanta gente que vai nascer, e tanta gente que vai deixar de morrer, e ainda os que vão ressuscitar (Soa estranho né?) mas tudo isso pode ser solucionado diante da mesma evolução tecnológica. O Problema maior não é esse, e sim, a própria tecnologia, que pode também ''virar a casaca'', como já virou várias vezes, e passar para o lado da morte antes de entrar para o lado da vida:
A evolução humana não trás apenas benefícios: O homem não é só construtivo, é destrutivo também! Se a imortalidade está próxima, o mesmo podemos dizer sobre o fim dos tempos, a extinção da raça humana. E se o homem resolver se auto-destruir levando consigo todo o mundo? Há décadas atrás já existia tecnologia suficiente para se produzir uma bomba atômica com o poder de destruir cidades inteiras, como foi tristemente provado nos estágios finais da Segunda Guerra Mundial. O que dizer então da nossa contemporaneidade? É totalmente dedutível que existam hoje armamentos que possam destruir toda a humanidade, sendo assim, uma questão de sorte estarmos vivos. A cada dia que passa, temos menos controle sobre nossas próprias vidas. Pode estourar uma guerra com proporções inimágináveis, ou pode algum detentor de tal poder entrar em ''depressão'' e querer suicidar-se em grande estilo, levando consigo toda a humanidade.
A questão do fim do mundo repentino é apenas uma das hipóteses, mas é a que eu mais acredito, por achar que as outras a longo prazo, como por exemplo, água (Seja por excesso ou falta) podem ser mais facilmente solucionadas pela mesma tecnologia incansavelmente aqui mencionada.

Se essa humanidade, e toda a sua evolução construída ao longo de milhões de anos, geração após geração, incluindo a fórmula da imortalidade forem destruídas repentinamente, não irá adiantar muita coisa se ter tido conhecimento de fantásticas soluções científicas para a morte, e aí sim, a vida, terá sido totalmente inútil.

O problema todo é que, se porventura, o fim dos tempos vier antes da possibilidade de se viver eternamente, a humanidade estará naturalmente impedida de evoluir rumo á imortalidade, mas se a ''vida eterna'' vier antes do ''Fim dos tempos'' a humanidade poderá continuar evoluindo rumo ao fim do mundo.

Talvez a pergunta que não quer calar daqui a algum tempo deixe de ser: ''Por quê viver se vou morrer'' e passe a ser ''Por quê destruir um castelo de areia é absurdamente mais fácil do que construí-lo?''

Em resumo pra quem ficou meio confuso com o texto, ou achou meio sem lógica:
Daqui a pouco tempo seremos todos imortais, mas se algum filho da p%#@ acabar com o mundo, não vai adiantar mais p#*@% nenhuma a tecnologia ter descoberto a fórmula da imortalidade: Que m%$#* de dilema, heim?

E você, acha que vem o que primeiro: A imortalidade ou o fim do mundo?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O que está escondido por detrás da virgindade (E Não falo sobre o útero)

Virgindade x Machismo (Entenda-se insegurança masculina)

A virgindade feminina no passado era um tesouro, e hoje ainda há quem ache isso. Mas afinal de contas, o que está por trás desse valor que sempre esteve presente em diversas culturas, tendo em muitas, enorme força até hoje?

Será que os homens consideram a virgindade apenas um valor cultural, e um ''selinho'' que vale como um pequeno prêmio? Talvez não!
Para os homens, a virgindade é, e sempre foi a certeza de que ninguém possuiu aquela mulher. Mas o que isso quer dizer? Afinal de contas, que importância tem isso pra esses caras?

A virgindade é, para os inseguros, a garantia de que ele sempre será o melhor para toda a vida da companheira. Casar com uma virgem é assegurar que, pelo menos uma mulher na vida, vai te achar o melhor amante do mundo, já que foi o único em toda a existência dela. (Para os otimistas, hahahaha)

A competitividade masculina com nesse aspecto vai muito além da performance sexual. Logo de cara há um fácil fator de comparação e fácil percepção: O tamanho. A esposa/namorada não poderia imaginar, em hipótese alguma que existisse no mundo uma ''ferramenta de trabalho'' maior que a de seu companheiro. Isto é a base para todas as desambiguações relativas a esse assunto, embora esteja implícito.

Por que os impactos sofridos por um homem quando descobre que foi traído, são diferentes ao impacto sofrido pelas mulheres?
Os homens, geralmente, não conseguem enxergar as coisas pelo lado emocional: Para eles se a mulher procurou outro homem, é porque está ''faltando'' alguma coisa no sexo, e aí já era, não dá pra resolver: Na concepção deles, agora ela já sentiu o gostinho e descobriu que, no sexo, o companheiro não é um herói.
Já para as mulheres, o sexo é apenas um entre os diversos fatores que podem levar à traição: Há também os problemas de ordem afetiva, de horário, e afins. Portanto, elas são mais compreensivas e tendem a achar que os problemas que levaram o parceiro a trair podem ter sim uma solução.

Em casos raros, onde o homem considera como fator fundamental para a traição outra coisa que não o Sexo, ele ainda assim dificilmente perdoa simplesmente porque
a cultura colabora para que o impacto em “cornos” do sexo masculino sejam maiores: Homens traídos não dão conta do recado, mulheres traídas simplesmente são mulheres traídas. Além dos homens traídos se condenarem por si próprios, são condenados também pela cultura, que humilha, massacra, ridiculariza, por alguém ter possuído sua esposa.
Portanto, diante de tudo isso, se um homem traído perdoa a companheira é extremamente seguro de si, e não segue à risca a sociedade, ou seja, provavelmente não contribuiu para a criação de todos esses conceitos de coerência muito duvidosa.

Para os homens, a escala é a seguinte: Quanto menos sexo a mulher praticou na vida, mais forte candidata ao casamento ela é. Uma mulher se incomoda muito menos em ouvir o parceiro falar sobre relacionamentos anteriores do que o homem: Para a maioria dos homens, lembrar que a mulher já esteve nas mãos de outro um dia, é uma verdadeira tortura. Se o cara quer levar o relacionamento a sério, prefere esquecer que não foi o primeiro. Ouvir elogios sobre sua performance sexual é mais do que uma simples massagem ao ego: É a segurança de que, mesmo não sendo o primeiro, é o melhor, e assim pode levar aquele relacionamento adiante, sem medo de se sentir fraco. Com todos esses elogios que funcionam como uma injeção de autoconfiança a virgindade perde toda a importância para aquele indivíduo. (E muitas mulheres fazem esses comentários positivos exaustivamente, sabendo sobre essa conseqüência deles ou até mesmo involuntariamente, com o mesmo propósito: deixar claro que mesmo não sendo o primeiro e único, ele é o melhor)

Já para as mulheres, o que sempre esteve por trás da virgindade foi apenas a própria cultura, a necessidade de se casar, afinal de contas, ''solteironas'' e ''desonradas'' eram mal vistas pela sociedade, e queiramos ou não, a vida é em sociedade. Os prazeres do sexo eram sacrificados em prol do bem-estar social. Uma explícita troca.

Tudo isso explica diversas estatísticas, como por exemplo, o porquê de a maioria dos crimes passionais serem praticados por homens, e o motivo de os homens estarem cada vez proferindo frases como: “Está difícil arrumar mulher pra casar hoje em dia’’. Agora as mulheres estão mais independentes, e têm um acesso muito mais prático ao sexo casional, e até mesmo virtual. Ser “O único e melhor da vida dela” é cada vez mais, uma verdadeira utopia.

Os homens plantaram essa cultura possessiva, e sofrem as conseqüências dela: Inúmeras mulheres, até hoje, trazem esses conceitos ou essências deles, e muitas vezes, são muito mais inibidas do que deveriam com relação ao sexo em vários aspectos: Sentem medo de variar de parceiro para não correrem risco de ficarem mal faladas perante pessoas que insistem em valorizar essa cultura. Também se entregam de forma mais limitada aos seus próprios desejos.
A vida acaba passando, e todo mundo perde.
Os homens que reclamam das mulheres ''frias'' talvez não percebam que a culpa disso tudo é deles próprios, e essas mulheres, por sua vez, não percebem que só são assim por culpa do sexo oposto, e muitas continuam alimentando a possessividade insegura dos homens, infelizmente.

Felizes são aquelas mulheres que já esqueceram tais valores e priorizam as suas vontades antes de qualquer coisa, e aqueles homens que já amadureceram com o passar dos séculos, descobrindo que a divergência é a grande graça da vida.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O seu destino está em minhas mãos... MUHAHAHA

Nossas vidas estão diretamente relacionadas, mesmo que não nos conheçamos ou tenhamos uma relação freqüente. É que se pensarmos bem, cada um de nós que habita esse planeta tem grande influência na vida de todos... Não entendeu?!

Imagine um grande efeito dominó...

Eu estou aqui agora escrevendo esse post, e agora há pouco estava na dúvida se viria escrever ou não, pois estou com certa preguicinha... hehehe!
Suponhamos que eu não viesse escrever esse post: E se eu por algum acaso resolvesse ir ligar pra uma amiga?

Vamos agora fazer uma grande viagem, um leque de hipóteses:

1-Telefono pra amiga
2-Ela, que estava no quarto, vem pra sala.
3-Sua mãe, que estava dormindo, acabou acordando com o toque do telefone e foi fazer coisas que não faria se estivesse dormindo.
4-Quando a mãe que acordou vai fazer a janta(que ainda não estaria fazendo se dormindo) percebe que acabou o arroz, e pede pro filho ir na padaria comprar.
5-O filho vai a padaria, e encontra pessoas pelo caminho, acena pra algumas, e cumprimenta mais intimamente outras...


Apenas nesses 5 passos, percebemos que o simples fato de eu telefonar pra minha amiga ao invés de escrever o post mudou o destino de várias pessoas em pouquíssimo tempo, e eu serei até mais ousado em afirmar que o destino de TODAS AS PESSOAS DO MUNDO mudaria por causa da minha atitude de telefonar pra minha amiga, e MUDOU pelo fato de eu escrever nesse blog... Algumas dessas pessoas serão atingidas a longo prazo, outras a curto prazo...
Chineses.. Americanos... Nigerianos... Todos...

Uma hora todos serão atingidos! É como se fosse uma praga, as conseqüências da minha atitude irão se alastrar cada vez mais rápido... Cada besteirinha fará a maior diferença... Pessoas irão morrer, pessoas irão nascer, tudo por uma única atitude sua, ou até mesmo por um fato involuntário em sua vida...
Pra dar mais fundamento à história, caso você não tenha concordado comigo, irei prosseguir com as hipóteses. (Em cada termo da história, imagine quantas pessoas estão tendo suas vidas modificadas...

6- O rapaz que foi até a padaria acaba encontrando uma moça que está paquerando, e ''dá idéia''. (Repare que se eu não tivesse ligado pra casa da minha amiga, esse rapaz não estaria na padaria nesse horário)
7- Eles acabam se beijando, e posteriormente nasce um romance mais sério. (Até aqui, tente calcular quantos destinos já foram mudados só nesses pequenos fatos.. imagine por si próprio(a) tudo o que está implícito nesses fatos)
8- A irmã da menina que agora está namorando não tem mais companhia pra sair, e acaba indo pra boate sozinha... O problema é que ela gosta de beber e não tem quem traga o carro dessa vez, pois sua irmã está com o namorado.
9- Acaba ocorrendo um acidente que trás um grande transtorno pra vários motoristas na via.



Não enxergue esses fatos como fatos únicos... Veja-os com a mesma complexidade do primeiro.. Ou seja, cada um deles é um desencadeador, assim como a minha decisão de ligar para minha amiga.. Sem dúvidas isso vai acabar mudando o destino de todas as pessoas do mundo...

As pessoas geralmente pensam nisso com uma visão que se restringe aos maiores fatos... A questão é que, pisando em um prego, bebendo água ás 2:32 da tarde ou escutando uma música, você também estará mudando a vida de todos os habitantes do planeta.

...Mas eu optei por escrever esse post, e não liguei pra essa amiga. Você está lendo isso agora, e por isso, vai dormir em um horário diferente (Será que se você acordar mais tarde amanhã não terá algum tipo de lucro ou prejuízo?), ou talvez se atrasar pra algum programa que esteja agendado pra agora... (Quem sabe o que você vai perder ou ganhar se atrasando?) Mesmo que não se atrase você poderia estar vendo outro site ou lendo outra coisa nesse momento que lhe remeteria a um outro destino (Talvez teria uma grande idéia lendo outra coisa, uma idéia que traria uma fortuna, talvez...), por isso saiba: Sua vida está em minhas mãos, e a minha nas suas... :-P

Essa é a complexidade do destino, se pararmos pra pensar muito nisso, ficaremos loucos... Por isso, acho que já está na hora de parar de viajar, hehehe. Penso nisso desde que sou muito pequeno, e há uns 2 anos assisti ao filme “Efeito Borboleta” que prega toda essa idéia em menores proporções, que só condizem diretamente aos envolvido fazendo com que os fatos tenham um raio de influência limitado, mas ainda assim é interessante...
Posteriormente descobri também que esses meus pensamentos loucos têm uma grande relação com a “Teoria do Caos”.

Só pra fechar.... Sabia que se não fosse você eu poderia não estar mascando um chiclete agora? Bom, deixa pra lá... hauahuhuahuahu

domingo, 25 de maio de 2008

E elas ainda têm coragem de falar em machismo...



Já ouviu dizer que um homem promíscuo é ''pegador'' e uma mulher promíscua é ''puta? Pois é...

Muitas mulheres reclamam que, mesmo em dosagem menor, o machismo ainda vigora na sociedade moderna... Talvez não percebam que os homens também vêm sendo vitimados pelo feminismo, e não me refiro apenas ao feminismo ''contra-atacante'' que se desenvolve para impor os espaços das mulheres com relação à qualquer tipo de opressão de origem machista, mas sim ao, em tempo corrigindo, femismo.

Por exemplo, supondo que uma noite ''caliente'' tenha ocorrido entre um homem e uma mulher, nada estranho seria ela no dia seguinte comentando o tamanho do ''dito cujo'' do indivíduo, a performance e os mínimos detalhes da transa com suas amigas às gargalhadas. Caso a fofoca se espalhe um pouco além do esperado, em hipótese de performance negativa, o coitado poderá ficar com fama de brocha(ou rôla de pano), ganhar o apelido de ''pequenino'' entre outras coisas.

Já se o homem, após a transa, a exemplo das próprias mulheres, comentar alguns detalhes do sexo e da mulher com os amigos, será igualmente vitimado caso a história se espalhe, principalmente pelas conclusões femininas. Um cara que fala sobre uma mulher no pós-sexo é integralmente ''queimado'' por um longo período. Quem vai querer sair com um cara que sai contando tudo para os amigos? Se trata de um crianção que quer aparecer... O negócio é arrumar um cara maduro.

Resumindo, nesse caso, elas podem falar o que quiserem e eles, NADA! De fato o machismo já não é o mesmo de outros tempos... Muito pelo contrário, a mesa está sendo virada.

Ahhh, coitados são aqueles que dizem que metade do prazer de ''traçar uma gata'' é contar tudinho para a galera.

sábado, 24 de maio de 2008

O post de apresentação do blog!

Nunca pensei que fosse criar e redigir em um blog... O motivo? Confesso que sou razoavelmente ''fechado'' com novas ferramentas relativas à internet... Quando ainda garoto eu já era apaixonado por tecnologia, sendo um internauta desde o ano de 1998, quando os provedores cobravam o acesso à rede mundial de computadores por hora, ou seja, além de pagar os pulsos telêfonicos sem a mínima colher de chá como existe hoje com os planos que liberam o acesso integral ou banda larga, pagava-se também ao provedor(Uol, Terra...) por hora de uso. Os finais de semana nunca foram tão esperados em minha vida como nesses tempos...

Nessa época ''romântica'' a internet era muito mais limitada, porém especial, eu diria. Não se encontrava uma pessoa do seu bairro na internet como hoje em dia, as salas de bate papo ficavam lotadas, e existiam muitas conversas interestaduais, ou seja, você se abria a conversas com pessoas de outros estados, e a maioria massiva eram seus amigos estritamente ''virtuais''. Caramba... Ainda falam que a tecnologia é completamente globalizadora e descaracteriza fronteiras! Muito pelo contrário... Quanto mais inclusão digital, menos contato com pessoas desconhecidas e de regiões geográficas divergentes às suas. Lembro-me bem que eu achei o máximo quando encontrei o meu primeiro amigo do colégio na internet, eu conversava com ele e imaginava: -como pode, estou falando com uma pessoa que já vi de verdade na internet!

A fantasia também era mais explorada nesses tempos, visto que apenas uns 10% dos internautas possuíam uma Scanner (Esqueça câmera digital por favor, hehe isso não era sequer cogitado) não tendo fotos no computador, fazendo com que o namoro virtual fosse divertido, porém ''perigoso'' pois na melhor das hipóteses o seu cobiçado amante poderia ser um pouco mais feio do que você imaginava, e na pior, ser de um sexo que você não esperava. Nesse caso, podemos comparar a fantasia antiga da internet com a de um livro. Você imagina a aparência dos personagens de acordo com a descrição, (Nas salas de bate papo antigas também existiam a clássica pergunta: -como você é? e a resposta -morena, olhos e cabs cast, 1,72, 68kg, etc) e com a chegada dos filmes os livros tiveram seu brilho um pouco ofuscados... Quantos livros viraram filmes e nos decepcionaram com a aparência dos personagens não sendo nada daquilo que imaginávamos. É mais ou menos o que aconteceu com a digitalização das nossas imagens, acabou a fantasia...

Acabei de me recordar de uma menina mineira chamada Lorraine com quem conversei por muitos sábados e domingos na internet. Posteriormente trocamos cartas (reais, de papel) com fotos para conhecermos a letra e principalmente a imagem um do outro... Isso era muito divertido, era uma ansiedade muito interessante.

Agora me flagro pensando: O que é enviar uma carta hoje em dia? É deixar um scrap no orkut ou uma mensagem offline no msn! As cartas de papel (Aquelas que possuiam um toque especial de personalidade, que no caso de serem românticas talvez uma marca de batom ou uma letra de música) estão cada vez mais raras, quase extintas na realidade.






O que quero dizer com tudo isso, é que eu, por ser dessa ''velha guarda da internet'', a vi engatinhar e me esforcei para me incluir em todos os auges desse ''bebê'', ou seja, de certa forma fiquei parcialmente prepotente como um idoso teimoso que cisma em querer fazer as coisas do seu jeito quando tudo já está diferente. Por exemplo, quando o msn se popularizou, o Messenger instantâneo padrão era o ICQ, e eu demorei muito para me convencer de que o msn era de fato melhor (Ainda hoje tenho lá minhas dúvidas, já que o icq tinha recursos até hoje não inclusos no msn, tal como ''visible list'' que permitia que você incluisse amigos ''VIP'' que podiam lhe ver mesmo quando você estava invisível, ou seja, aparecer offline.) por fim, sendo forçado a migrar visto que já eram 800 amigos na lista do icq e apenas uns 2 online. Era a prova de que a assim como tudo na vida a internet ainda mudaria. Posso mencionar como exemplo também a febre dos fotologs, que surgiram como um furacão. Todos tinham um fotolog, e eu pensava: -Pra que quero um fotolog se posso fazer um site próprio e colocar além de fotos muitas outras coisas!Minha teimosia não durou mais de 6 meses, já que se não fosse flog, ninguém ia entrar e pronto! Com o orkut não foi diferente, foi lançado em 2004, e eu só me inclui em 2005, por achar que era mais uma ''nova bobagem que já ia passar'' e mal procurei me informar do que se tratava: Que graça poderia ter fazer uma lista de amigos sem saber se eles estariam on-line ou não?Eu havia me precipitado...

Resumindo, ao contrário da vida real onde sou completamente mente aberta, disposto a novas experiências e livre de quase todos os tipos de preconceito, no mundo virtual eu era meio fechado a novidades há algum tempo atrás. (Hoje me considero curado, ehhehe)

Agora chegou o momento de não resistir à idéia de fazer um blog, após uns 5 anos que começou a moda que na verdade já até acabou, e... Nossa, desculpe pela grande quantia de palavras desse post, eu esperava apenas umas 5 linhas, então, já dá pra imaginar como o blog vai ser: Muita viagem.

Pretendo escrever sobre variedades, no maior estilo salada doida ou farofada, gasolina com querosene, ou... Como preferir.

Hahahaha mãos na massa e obrigado por ler isso tudo... Se você teve saco! :-D